Sua Yoni (vagina) é linda e sagrada

 

Postado em 29 de abril de 2018

 


O mundo da estética feminina parece não ter limites ao criar seus padrões de beleza, tornando algumas poucas realmente felizes, porém, por outro lado, formando uma massa de mulheres infelizes.

Esta, é outra indústria que afeta sobremaneira a sexualidade de muitas mulheres e, consequentemente, suas felicidades nos mais diversos aspectos da vida. É uma indústria fortíssima de marketing, que consegue penetrar no âmago das mulheres e que atinge em cheio suas autoconfianças. Sem autoconfiança, fica difícil dar um passo, que seja.

 

 



Vejam que não estou falando que está errado a mulher ser vaidosa, se cuidar buscar a estética que lhe faça feliz. O que eu estou falando é dos exageros que tudo isso vem provocando, ao ponto de chegar na estética da Yoni (vagina em sânscrito), visando a venda de tratamentos estéticos e cirurgias plásticas, algo preocupante e que vem crescendo ultimamente, com efeitos muito ruins.

Segundo pesquisas, e falando com base em fatos, muitas mulheres não conhecem suas Yonis e têm muitas dificuldades em aceitá-las como uma parte linda e integradas aos seus corpos. Não é pela Yoni em si, no seu todo, mas pela aparência da vulva apenas.

Em relação especificamente a Yoni, não bastasse a criação das mulheres, que as oprimem e reprimem, ainda tem aquelas frases, como por exemplo, "menina não mexe aí", "não sente com as pernas abertas", dando ao órgão sexual feminino um ar proibitivo, afastando-as dele ainda mais. E ainda tem determinadas besteiras que se falam em relação ao odor, a coloração, se os lábios são pequenos ou grandes, se o clitóris é pequeno ou grandes, idade, dentre outras. Aos homens é ensinado que seus órgãos sexuais são verdadeiros troféus. Enquanto os homens crescem com relação de amor com seus órgãos, as mulheres vão em sentido oposto.

Também é importante mencionar, que a situação piora ainda mais, quando os homens, por pura falta de aprofundamento na sexualidade das mulheres e nas suas também, começam a criar a concepção de Yoni esteticamente ideal. Porém, tudo ligado apenas à vulva. Só que a Yoni, vai infinitamente além.

Quantas e quantas pacientes me disseram que a grande resistência que tinham em viver a experiência da massagem tântrica residia no fato de ter suas Yonis expostas. A resistência não estava na nudez do corpo ou sem ser tocada e estimulada. A resistência estava justamente na Yoni e na vergonha ou insegurança que tinham em expô-las de forma tão intensa, justamente por não as entenderem como uma parte esteticamente bonita de seus corpos. Mas, afirmo que este é um tabu que se dilui facilmente.

Eu afirmo a cada mulher que está lendo este texto: sua Yoni é linda, é perfeita! Sua Yoni é mais que linda, ela é sagrada. É sua preciosidade. Olhe, enxergue e sinta sua Yoni tal como no Tantra, ou seja, como "passagem divina", "lugar de nascimento", "fonte de vida", "templo sagrado", "portal de luz" e tudo que de mais maravilhoso existe.

Tenha uma relação de amor com sua Yoni. Ele é muito importante para você e é esculpida pela natureza de acordo com o que você precisa para ser feliz!

Nao entrem nessa vibe imposta por essa perversa indústria da estética, que só quer seu dinheiro e, para tal, não medirá esforços para te ver insatisfeita ou infeliz. Não entrem na vive de homens que desconhecem as suas sexualidades, os seus corpos e suas Yonis. Muitos, a maioria, não sabe sequer tocá-las.

Mudem suas concepções. Não compare suas Yonis com outras. Cada Yoni é única. Não existem Yonis feias ou bonitas. Não existem as Yonis perfeitas ou preferidas. Existe sim a sua Yoni, a sua sagrada Yoni, a sua linda Yoni.

Quando estiver só, no seu momento, pegue um espelho e comece a olhar e a enxergar de fato sua Yoni. Faça carinhos nela, deixando vir aquela sensação maravilhosa, admirando-a e agradecendo como parte integrada ao seu corpo. Agradeça pela energia, pela sacralidade que ela carrega. Agradeça por tudo de mais maravilhoso que ela fez, faz e poderá fazer pela sua existência. Tenha com a sua Yoni uma relação de amor.

 

 

Por Prem Prabhu