Energias: não somos tão vulneráveis como nos dizem

 

 
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ostado em 15 de setembro de 2019



Certa vez, conversando com uma mulher, ela me perguntou como poderia se proteger de pessoas que desejavam seu mal, principalmente no trabalho. Ela afirmou ter que abraçar, desejar bom feriado, boas férias a elas e que estas situações eram corriqueiras. Mencionou que, quando essas pessoas a abraçavam, ela se sentia muito pesada, chegando ao ponto de ficar com dor de cabeça.

Quando estamos tomados pela ansiedade, com ela afetando nossas vidas nos mais diversos campos, incluindo o trabalho, é muito comum ver as pessoas buscando os porquês de estarem passando por determinadas situações e elegerem um ou mais efeitos da ansiedade para justificarem suas frustrações, por terem tentado, sem sucesso, viver a vida que tanto desejam.

Hoje, existe uma verdadeira indústria da energia, levando muitas pessoas à verdadeiras paranoias. Com efeito, muitas deixam de desfrutar momentos maravilhosos e perdem excelentes oportunidades, por causa deste tipo de doutrina altamente limitante.

A vida fica estagnada ou despenca, quando se está tomada pela ansiedade, porque ela não permite que a razão circule. Realmente, quando a razão fica impedida de circular, o emocional toma conta da pessoa, retirando sua capacidade de raciocinar. A irracionalidade retira nossa capacidade de enxergar os problemas e as questões nas dimensões exatas que elas têm. A ansiedade nos distância das respostas e soluções.

Esta indústria da energia que hoje está aí, fatura muito dinheiro, vez que a sua estratégia é fazer com que as pessoas acreditem que são física e espiritualmente vulneráveis a todos, a tudo e a qualquer tipo de energia negativa. Criar este tipo de "hipocondria energética", trabalhando sobre ansiedade e seus vastos efeitos negativos, é uma técnica desenvolvida para angariar clientes.

Não quero dizer, com isso, que todas as linhas que trabalham energias sejam ruins. Existem excelentes linhas. Agora, como ruins, entendo que sejam àquelas que levem às pessoas a mensagem de que elas sejam vulneráveis a qualquer coisa, espalhando crenças limitantes. Isso, para mim, definitivamente, não é a verdade.

A ansiedade nos faz tomar decisões e fazer escolhas ruins. Mas, isso não quer dizer que pessoas que não estejam tomadas pela ansiedade estejam livres de tomarem decisões ou fazerem escolhas ruins. É uma questão de risco maior ou menor, apenas. O que eu não aconselho que as pessoas façam, é sempre jogar o que é ruim na responsabilidade das energias absorvidas. Assim não se chegará a lugar algum.

Eu ja quebrei minha cara tomando decisões e fazendo escolhas ruins, com e sem ansiedade. Antes e depois que conheci o Tantra. Só que, neste ponto, há um aspecto muito interessante: quando quebrei a cara sem ansiedade, pude perceber com clareza meus erros, assumir as responsabilidades e, com o uso da razão, tomado pela calma, reverter a situação no tempo necessário e suficiente para que tudo fosse revertido. Não fui consumido pelo desespero, pela angústia, pelo nervosismo e outros por outros sintomas da ansiedade. Senti minha energia pujante. Me senti bem para reverter aquilo que EU mesmo tinha feito.

Acreditem: não nos inundamos de energias ruins tão facilmente assim, a não ser que permitamos. Precisamos focar nossas mentes em nós mesmos e fazer com que elas funcionem, prioritariamente (se possível, com exclusividade) para dentro de nós. Isso sim nos fortalecerá.

Corpo e alma; matéria e espírito não podem ser dissociados enquanto estivermos vivos. Então, sua mente é o primeiro comando e tem que determinar todo processo, ou seja, é você no controle.

Assim, se você alimentar sua mente com vulnerabilidades, fraquezas e limitações, fatalmente, sensações resultantes serão produzidas em seu interior e, certamente, você se sentirá pesada por, supostamente, ter absorvido energias ruins, mas não porque está pesada de fato com essas energias absorvidas.

Você se sentirá assim, porque seu corpo reage à sua mente automaticamente, inclusive pelos hormônios que libera. Nesta situação, sua mente está no comando, sem que você exerça qualquer controle sobre ela. Então, é preciso que você desligue o modo automático e passe a pilotar a si mesma

Ocorre que, se você mantiver sua mente neste patamar de vulnerabilidade energética, certamente, mais cedo ou mais tarde, sua energia espiritual, sua matéria, seu corpo e sua alma serão atingidas. Você precisa tomar o controle da sua mente e buscar fortalecê-la, alimentando-a com boas coisas que estão dentro dela e que você apenas não acessa. Isso ocorre no contexto de um processo precisa passar. Nenhum processo existencial é instantâneo.

Olhe mais para dentro de si. Veja quantas coisas boas a vida te deu. A inteligência, a saúde, a beleza, a capacidade de amar, a capacidade de fazer, de reverter situações adversas, dentre outras tantas. Use essas maravilhas como ponto de partida e passe a agradecer. Certamente você recuperará o controle, fortificando fortificar sua mente.

Seja amor para você mesma; seja pura gratidão a si que, imediatamente, sua mente responderá com força e, subitamente, você será tomada por uma alegria enorme e uma energia de vida incrível que a blindará de qualquer negatividade, evitando inclusive que tenha essas sensações.

Lembre-se que tudo é um processo pelo qual você terá que passar, se assim decidir. Processos não são simples, mas, passar por eles, vivenciando cada momento, é algo incrível.

Processos são realizados sempre a partir da mente. E a mete precisa ser condicionada. Então, é necessário repetição, exercício. Buscar a calmaria é uma questão de tentar diariamente, sem desistir, principalmente no início.

Por isso, que defendo veementemente em meus textos que o princípio de tudo é a calmaria. Esta mulher que conversou comigo, por exemplo, era pura ansiedade.

Se pudesse lhe dar uma sugestão, diria para que você não busque nada, nem ninguém com a intenção de que seja a base da sua calmaria. Você tem que ser seu chão. Você pode buscar a apoio, mas não uma base. Os apoios podem ser trocados, mas a base não. O chão que te sustenta deve ser sempre seu e ser único.

Este texto reflete minha opinião. A opinião de quem acredita muito no potencial dos seus semelhantes. A opinião de quem deseja que as pessoas apenas parem para refletir sobre si, dando um singelo primeiro passo rumo à calmaria.

 

 

Por Mercelo (Prem Prabhu)