Deixe que mudem de opinião. Mude a sua também! Qual o problema?

Postado em 09  de outubro de 2019

 

 

 

É enorme, a quantidade de pessoas que não admitem que as outras mudem de opinião. Parece que mudar de opinião equivale a não ter personalidade, em casos mais drásticos, até falta de caráter. Neste sentido, também é enorme a quantidade de pessoas que se conflitam com suas próprias mudanças de opiniões, muitas vezes, por medo. Julga-se muito e compreende-se pouco.

Então, quer dizer que temos que passar a vida inteira presos a determinados conceitos, crenças, muitas vezes limitantes, tabus, paradigmas, ou a seja lá o que for? Quem disse que tem que ser assim?

Não são simplesmente as opiniões que mudam. Não é um fenômeno existencial tão raso assim. São as pessoas que, processualmente, amadurecem e se transformam e que, a partir disso, fazem suas novas escolhas e renúncias. São as experiências da vida que trazem essas mudanças. São as novas consciências que somos capazes de criar, dezenas, centenas, talvez milhares de vezes, durante a vida.

Fico pensando nas pessoas que não se permitem mudar de opinião e que não admitem que as outras mudem, principalmente, quando tais mudanças divergem de seus pensamentos, posições e conveniências. Certamente, se essas pessoas parassem e refletissem, verificariam o quanto mudaram também. Bastaria olharem para si hoje e pensarem como eram há pouco tempo.

Nossas mudanças de opiniões, nada mais são do que reflexos dos resultados de processos de transformações que vivemos constantemente, percebendo-os ou não; conscientes ou não. Acreditem, neste exato momento, você está passando por um ou mais processos de transformação. Você pode não estar sentindo, mas certamente está passando. Neste exato momento está sendo formada em você uma nova consciência. A questão é que as pessoas formam novas consciências, mas entram em conflitos internos por estarem presas às velhas.

Essas prisões às velhas consciências ocorrem, porque existe o medo da reprovação, da não aceitação das novas pelas outras pessoas; porque, no fundo, apesar da capacidade adquirir novas consciências, as pessoas têm muita dificuldade de se aceitarem, vez que colocam as outras na sua frente, como condicionantes às suas existências - "Eu me aceito, se os outros me aceitarem!" - não pode ser assim.

Nossas novas consciências servem de parâmetros para que tenhamos existências leves e melhores. Quando não as exercemos, de alguma forma, estamos criando obstáculos às nossas evoluções pessoais, gerando conflitos internos intermináveis. Então, apenas aceite sua nova consciência, porque, negá-la, te prende ao que ficou ultrapassado em você e isso não permitirá que siga adiante, pelo menos como deveria. Não a negue em você, e não crie obstáculos para que seus semelhantes vivam as novas consciências deles também.

Vivam suas consciências nos momentos delas. Se boas ou ruins, para você, isso será visto adiante. Não se preocupe, deixe fluir. Se tiver fluência, tudo sempre se transformará em você, de forma consciente, permitindo que processos sejam vividos e sentidos. Nossas opiniões mudam de acordo com nossas novas consciências. É muito bom poder mudar conscientemente de opinião, aceitando o que vem de dentro, de bem com os nossos interiores, tornando tudo mais simples, leve e calmo.

Quando começamos a entender que as mudanças de opiniões representam nossas novas consciências e passamos a nos permitir, veremos que as mudanças de opiniões dos nossos semelhantes, independentemente se iguais, parecidas ou não com as nossas, são eventos existenciais maravilhosos. Tudo pode ser mais leve, se aceitarmos que a vida é leve.

Reflita sobre o que estou dizendo. Não refute de cara, porque este texto pode estimular uma nova consciência em você. Não para o Tantra, não sobre mim. Uma nova consciência para sua vida, para situações e encontros cotidianos.

Deixe sua nova consciência trabalhar a seu favor. Mude sim de opinião quando entender que deve mudar. Deixe seus semelhantes livres para mudarem as deles. Permita! Permita-se! O resto é resto!

 

 

Por Marcelo (Prem Prabhu)