Discrição absoluta

 

Muitas mulheres (e casais), quando me procuram, demonstram preocupação com o nível de discrição do meu trabalho. É uma dúvida muito recorrente, compreensível e que, inclusive, já esclareci em textos. Todavia, entendo ser muito importante dedicar uma página no menu principal do site sobre o tema.


Vivemos em uma sociedade pessimamente mal instruída em relação à sua sexualidade. Isso é fato. Por isso, tenho uma fórmula de trabalho que, há mais de 14 anos, vem dando muito certo e, por isso, não pretendo modificá-la. Antes de explicá-la, é importante destacar que atendo muitas pacientes mulheres que, independentemente de qualquer outra questão, são mulheres. Para mim, não importa seus estados civis, ou seja, se são casadas, noivas, se têm namorados, se estão apenas ficando, ou se estão solteiras. O nível de discrição é o mesmo.


Tal como já mencionei aqui várias vezes, por meio dos meus artigos, falando agora em relação às questões exclusivamente existenciais, portanto individualíssimas, entendo que tudo aquilo que uma pessoa faça para o seu íntimo, diga respeito apenas a ela mesma e, portanto, ninguém tem nada a ver com isso. Não existe obrigatoriedade de compartilhamento de experiências como a massagem tântrica. As pessoas compartilham, se assim desejarem.


Eu trabalho sob a premissa de que aquilo que acontece durante a sessão de massagem tântrica deva ficar apenas entre paciente e terapeuta. É assim que toco minha caminhada. Falo por mim! No entanto, caberá a cada paciente, em decisão de foro íntimo, compartilhar ou não. Decisão de paciente foge ao meu controle.


Porém, tenho um dado muito interessante. As pacientes que optam por ter a massagem tântrica como algo super íntimo delas, são as que mais tempo fazem a terapia e, consequentemente, as que mais colhem resultados positivos da terapêutica. Concluo, então, que elas se tornam independentes de opiniões de terceiros. Sim, não tenham dúvidas de que, quando compartilhamos algo íntimo nosso, estamos sujeitos a julgamentos e críticas. Dependendo da cabeça da pessoa que estamos compartilhando, isso pode se tornar um impeditivo.


Apesar de gostar muito de conversar com as minhas pacientes, de sempre querer proximidade, em vez de distância, sei muito bem até que ponto conduzo essa relação e sem muito bem o meu lugar.


Para exemplificar meu nível de discrição, destaco algumas situações:


- Se faço contato com uma paciente e ela pede para eu não chamá-la de forma alguma, não a chamarei e deixarei que ela faça contato;


- Se a paciente elege apenas um canal de contato e pede para eu chamá-la apenas por ali, será aquele o nosso canal de contato. Isso se aplica a horários também;


- Se encontro uma paciente na rua, ou em qualquer outro lugar fora do ambiente de massagem, jamais falo, sequer cumprimento. Algo íntimo sempre será guardado a 7 chaves.


- Só atendo indicação de paciente, se houver prévia comunicação. Algumas pacientes me indicam para amigas. Se não me avisam, falo que não conheço quem me indicou.


Como se vê, discrição é, e sempre será, algo sagrado para mim!