Muita calma com o Tantra: ler é fundamental

 

 

Postado em 05 de junho de 2018

 

 

 

Nunca cheguei a receber reclamações pelo fato do meu site ter muitos textos. Basicamente, ele só tem textos. Mas, admito que já recebi insinuações que quase chegaram a este ponto.

Vejam: muito do que aprendi sobre o Tantra veio da leitura e de conversas e debates, com base nessas leituras. Sempre tive o hábito de ler, então isso facilitou as coisas para mim. Mas, independente do meu hábito de leitura, que é anterior ao Tantra, aprendi que, para permitir a fluência dele em nós, é preciso ler bastante. Vi que funcionou bem para mim e é isso que passo adiante.

 



Poderia colocar vídeos de outros terapeutas e/ou filmar meus próprios vídeos para instigar. Não haveria a menor dificuldade nisso. A questão é que não acredito que vídeos ampliem e expandam as mentes e as consciências das pessoas, tal como a leitura é capaz. Será que um vídeo mostrando o êxtase de uma pessoa, ou de meia dúzia, garante que quem está assistindo terá os mesmos resultados? Será que quem está no vídeo não está representando um êxtase? Será que não são pessoas que estão evoluídas nas atividades do Tantra que ali foram filmadas? Reflitam!

A internet trouxe quantidade de informações em abundância, mas, ao mesmo tempo, está provocando um nível altíssimo de desinformação, em termos de qualidade, porque as mídias digitais estão apostando na preguiça das pessoas pela leitura, sempre alimentando a desculpa da falta de tempo. Entendam que as mídias trabalham em funções de indústrias que estão interessadas em apenas capturar pessoas para faturar grana. Assim, quando mais prática, fácil e rasa for a informação, mais fácil é este trabalho de captura. A preguiça não para de ser alimentada. O fortalecimento da preguiça, é a morte do senso crítico.

No caso do Tantra, existem muitas frases e/ou trechos fortes de textos, extraídos de livros, que estão sendo trabalhados, publicados e compartilhados nas redes sociais, de forma curta, para alimentar a preguiça. A questão é que se olha a frase de efeito, mas não se avalia o contexto, o todo. Tenho que dizer que o Tantra não é uma filosofia de vida de frases feitas e curtas. O Tantra precisa ser sentido e, para tal, entendido. Ler é uma forma incrível de permitir que ele flua em nós.

Atualmente, meu site está com 285 artigos de minha autoria. Outro dia, ao parar para refletir, concluí que tenha conteúdo suficiente para uns 05 livros. Um amigo chegou a mencionar que daria, tranquilamente, mais de 12 livros. Não creio que chegaria a tanto, mas estou feliz com esses números e com a qualidade, pois o conteúdo que ali está reflete como penso a importância de leitura para o Tantra.

Se uma pessoa opta por mergulhar no Tantra sem ler, automaticamente, ela precisará de uma espécie de Guru para conduzir sua caminhada. E é óbvio que isso a alimentará com a opinião de uma pessoa apenas, ou de algumas poucas que, provavelmente, tenham absorvido as ideias desse Guru (não acredito em Gurus). Portanto, não será uma caminhada livre.

Mas, se ela buscar a leitura, certamente terá senso crítico o suficiente para ser livre e não depender do conhecimento de ninguém. Afinal, o conhecimento de uma pessoa (ou pessoas) é importantíssimo, até o momento que não nos tornamos dependentes dele. Aquilo que o Tantra pode proporcionar às pessoas requer total independência de pensamentos e de ações. Requer liberdade.

Pode parecer clichê, mas o conhecimento é a maior liberdade que temos. Ele nos leva aos lugares que desejamos ir, física e mentalmente.

Enfim, o Tantra requer muita leitura sim. Não de um autor, mas de vários. Não se paute apenas pelos meus textos, porque eu não me pauto nos textos de uma pessoa apenas. Minha caminhada no Tantra é baseada em Osho. Mas não 100%. Não concordo com alguns pensamentos dele e penso que isso seja extremamente natural.

Não entre de cabeça no Tantra sem ler bastante sobre ele, pois é grande o risco de você abandonar precocemente algo maravilhoso para a sua vida, por falta de entendimento, por não senti-lo fluir em você.

 

 

Por Prem Prabhu