O autoperdão é libertador

 

 

 

Postado em 31 de março de 2019


 

 

Errar todos nós erramos e, certamente, erraremos. Nada é mais humano que nossos erros. A questão não são os erros em si, mas sim o fato de não conseguirmos nos perdoar por tê-los cometidos.

Se hoje chegamos à conclusão que erramos em seja lá o for, significa que demos um passo adiante, pois somos seres em constantes evoluções e transformações. Então, o que conta é a nossa consciência atual e não a consciência passada.

 

 



Assim, caso não nos perdoemos pelos erros cometidos, teremos nosso processo evolutivo comprometido, porque, a falta de autoperdão, nos prenderá ao passado, ou seja, à nossa velha consciência.

Por pior que tenham sido os erros cometidos, temos que aprender nos perdoar. Os ciclos de aprendizado dos nossos erros somente terminam com o autoperdão. Enquanto não nos perdoarmos, permaneceremos girando em círculos e não teremos aprendido nada. Com efeito, o que fará com que não cometamos mais erros, será medo de errar.

A questão é que o medo de errar não pode superar a vontade de acertar. Não falo de acertar com as outras pessoas. Falo de acertar com nós mesmos. E é esta vontade de acertar que nos transformará.

A melhor forma de superarmos e perdoamos nossos erros é ter consciência de que erramos. Não há a menor necessidade de sofrimentos; de nos corroermos por dentro.

Precisamos aprender o autoperdão para que consigamos perdoar nossos semelhantes, levando isso adiante, para que eles nos perdoem também, cada um aprendendo com seu próprio autoperdão. Dessa maneira, não seremos, desnecessariamente, sobrecarregados de passado.

A nova consciência, ou consciência atual, é o que de fato nos faz chegar à conclusão que erramos. Ela precisa trabalhar liberta do passado para que seja realmente nova e nos faça seguir adiante!

Mesmo sem intenção, erramos com as pessoas e, por vezes, é natural que desejemos que elas nos perdoem. Aqui o autoperdão também é importante, pois precisamos transmitir verdades. Precisamos transmitir que, antes de tudo, nos perdoamos, pois fica difícil pedir algo a alguém que não achamos certo.

O autoperdão é libertador. É uma ruptura com o passado e uma história de amor com o presente. É deixar para traz a velha consciência para o desenvolvimento e ampliação de uma nova.

 

 

Por Marcelo (Prem Prabhu)